Uma pessoa diz que só descansará depois da próxima promoção. Organiza os dias, aceita tarefas extras e adia encontros porque imagina que o novo cargo finalmente trará segurança. A promoção ainda não existe. Mesmo assim, sua representação já participa das escolhas atuais. É esse tipo de recorrência que a leitura das metas fictícias em Adler ajuda a investigar.
Além disso, isso não significa que o futuro aja para trás. Nessa direção, em Alfred Adler, a meta fictícia é uma construção orientadora ligada à interpretação que a pessoa faz da vida e à lógica do “como se”. Por isso, no presente, o que pode influenciar uma decisão são expectativas, temores, desejos, regras, incentivos e avaliações sobre resultados possíveis. Ainda assim, na PsicoSistemoLogia, qualquer função atribuída a essas antecipações permanece uma hipótese situada. Nesse sentido, este é o sétimo artigo de uma série sobre constructos adlerianos na PSL, que já tratou de inferioridade, busca de superioridade, estilo de vida e interesse social em Adler.
O que são metas fictícias em Adler?
Por isso, Adler descreveu a atividade humana como orientada para metas. Dessa forma, em The Neurotic Constitution, usou expressões traduzidas como “ficção-guia” e aproximou seu pensamento da Philosophy of ‘As If’, de Hans Vaihinger. Por outro lado, em The Science of Living, escreveu que a pessoa concebe uma meta ou ideal para ultrapassar dificuldades presentes.
Ainda assim, na Psicologia Individual, portanto, a pergunta sobre a finalidade ganhou grande importância. Assim, uma ação não seria compreendida apenas pelo que ocorreu antes dela, mas também pela direção que parece assumir na vida daquela pessoa.
Nesse sentido, essa é uma proposição histórica da teoria adleriana. Também, não é uma lei científica capaz de explicar sozinha toda conduta.
Metas fictícias em Adler: “fictícia” não significa apenas falsa
Dessa forma, a palavra pode induzir a erro. Consequentemente, uma meta fictícia não é necessariamente uma mentira consciente, uma fantasia absurda ou uma previsão que a pessoa sabe ser falsa. “Ficção” nomeia uma construção usada como referência, algo que orienta a experiência “como se” oferecesse um ponto de chegada.
Por outro lado, ela pode ser vaga, como “quando eu for indispensável, estarei seguro”. Em outras palavras, também pode adquirir uma forma concreta, como obter determinado cargo. Portanto, em ambos os casos, a construção pode ajudar a planejar, restringir alternativas, misturar efeitos úteis e custos ou perder relevância diante de novos dados. Da mesma forma, essa flexibilidade faz parte de como as metas fictícias em Adler operam na prática cotidiana.
Assim, fictícia tampouco significa inofensiva. Nesses casos, uma expectativa pode participar de decisões com consequências muito reais.
O futuro não envia causas para o presente
Também, o cargo, a aprovação ou a rejeição imaginados ainda não aconteceram. Por esse motivo, eles não possuem ação retroativa. Diante disso, o que existe agora é uma representação feita agora.
Consequentemente, essa diferença parece pequena, mas protege o texto de uma explicação mágica. Mesmo assim, a pessoa pode antecipar que será demitida, atribuir alta probabilidade a essa possibilidade e evitar uma conversa. Ao mesmo tempo, também pode lembrar episódios anteriores, observar uma ameaça explícita da chefia e depender daquela renda. De todo modo, a decisão presente nasce de condições presentes, entre elas a previsão atual de um resultado futuro.
Em outras palavras, falar assim preserva a antecipação sem transformar o tempo em agente.
Teleologia não elimina história e contexto
Portanto, Adler reagiu a explicações que reduziam a conduta ao passado. Nesse ponto, sua pergunta finalística pode ser resumida com cautela: “para que direção esta ação parece contribuir?”.
Da mesma forma, essa pergunta não substitui outras. Por essa razão, o que aconteceu antes? Nessa direção, que aprendizagem ocorreu? Por conta disso, quais recursos existem? Além disso, quem pode punir ou recompensar? Por isso, há dor, fadiga, urgência ou risco? Ainda assim, que alternativas são realmente acessíveis? Nesse sentido, manter essas perguntas ativas evita que as metas fictícias em Adler sejam tratadas como explicação única.
Nesses casos, uma leitura responsável mantém história, contexto e finalidade possível em diálogo. Dessa forma, quando a finalidade absorve todas as causas e contingências, a teoria passa a produzir coerência demais e possibilidade de contestação de menos.
Metas fictícias em Adler: objetivo declarado não é finalidade descoberta
Por esse motivo, “Quero passar no concurso” é um dado do relato. Por outro lado, pode expressar desejo de estabilidade, interesse pelo trabalho, expectativa familiar, necessidade financeira ou várias razões ao mesmo tempo. Assim, não autoriza concluir que a pessoa busca secretamente superioridade, proteção ou reconhecimento.
Diante disso, a meta final fictícia, em Adler, é mais ampla do que um objetivo consciente isolado. Mesmo assim, ela não deve ser tratada como verdade escondida que o intérprete consegue revelar de fora.
Mesmo assim, na PSL, uma formulação finalística é hipótese construída com o Portador. Também, ele pode reconhecê-la, modificá-la ou rejeitá-la. Consequentemente, o desacordo é informação, não prova de resistência.
Plano, valor, previsão e medo são diferentes
Ao mesmo tempo, um plano descreve passos pretendidos. Em outras palavras, um valor indica o que alguém considera importante. Portanto, uma previsão estima o que poderá ocorrer. Da mesma forma, um medo antecipa uma possibilidade ameaçadora. Nesses casos, uma meta institucional pode ser cobrada por uma empresa, escola ou família.
De todo modo, esses fenômenos podem se combinar, mas não são intercambiáveis. Por esse motivo, cumprir uma meta trimestral pode responder a contrato e remuneração, sem constituir direção abrangente da personalidade. Diante disso, defender honestidade pode orientar escolhas sem oferecer um resultado final mensurável. Mesmo assim, esperar uma crise não significa desejá-la. Ao mesmo tempo, reconhecer essa diferença ajuda a não confundir compromisso pontual com metas fictícias em Adler.
Nesse ponto, separar os termos reduz interpretações apressadas.
A mesma meta pode ter funções diferentes
Por essa razão, duas pessoas desejam a mesma promoção. De todo modo, uma busca remuneração para pagar moradia. Nesse ponto, outra quer desenvolver um trabalho que aprecia. Por essa razão, uma terceira teme decepcionar a família. Nessa direção, uma quarta reúne essas razões e ainda deseja reconhecimento.
Nessa direção, a forma do objetivo não revela sua função. Por conta disso, nem mesmo uma frase recorrente, como “preciso chegar ao topo”, resolve a questão. Além disso, é necessário observar quando ela aparece, diante de quem, que Gesto acompanha, quais consequências se repetem e em quais situações a pessoa age de outra maneira.
Por conta disso, funções podem coexistir e mudar com o tempo.
A mesma antecipação não determina um Gesto
Além disso, imaginar uma avaliação negativa pode levar alguém a estudar, pedir orientação, adiar a entrega, abandonar a tarefa ou contestar o critério. Por isso, a previsão não contém uma resposta automática.
Por isso, competência, apoio, prazo, sono, saúde, recursos, experiências anteriores e posição de poder alteram o que se torna possível. Ainda assim, a resposta do avaliador também importa. Nesse sentido, uma crítica específica e respeitosa produz condições diferentes de humilhação pública ou ameaça de demissão. Dessa forma, esses fatores mostram por que as metas fictícias em Adler não determinam sozinhas uma resposta.
Ainda assim, na PSL, Gesto é a resposta situada. Por outro lado, a antecipação participa da situação, mas não é o Gesto nem o determina.
Uma boa hipótese precisa poder falhar
Nesse sentido, depois que algo acontece, é fácil criar uma meta que pareça explicar tudo. Assim, se a pessoa insiste, diz-se que queria vencer. Também, se desiste, diz-se que queria evitar o teste. Consequentemente, se discorda, a discordância vira prova de que a hipótese tocou num ponto oculto.
Dessa forma, esse circuito não aprende com os dados. Em outras palavras, uma hipótese útil deve indicar o que comparar, admitir explicações concorrentes e encontrar situações que a enfraqueçam. Portanto, há episódios semelhantes com outro Gesto? Da mesma forma, a consequência prevista ocorreu? Nesses casos, que exceção apareceu? Por esse motivo, a descrição melhora quando a finalidade proposta é retirada?
Por outro lado, quando qualquer resultado confirma a mesma leitura, é a leitura que precisa ser revista.
Condições materiais não são detalhes
Assim, uma pessoa pode permanecer num trabalho porque depende da renda, do plano de saúde ou de um documento migratório. Diante disso, pode adiar uma formação por falta de dinheiro, tempo, acessibilidade ou rede de cuidado. Mesmo assim, pode aceitar uma meta porque uma instituição controla recursos essenciais.
Também, essas condições não devem ser traduzidas em medo de crescer ou necessidade de aprovação. Ao mesmo tempo, elas modificam concretamente as alternativas e os custos. De todo modo, ignorar esse ponto pode levar a atribuir às metas fictícias em Adler um peso que as condições materiais já explicam.
Consequentemente, conforme LE3, estruturas sociais e condições materiais não podem ser reduzidas a padrão individual. Nesse ponto, antes de interpretar uma direção subjetiva, é preciso conhecer o espaço real de escolha.
Evitar também pode proteger
Em outras palavras, nem todo afastamento é fuga de uma tarefa. Por essa razão, recusar um encontro pode proteger alguém de violência. Nessa direção, sair de um grupo pode interromper discriminação. Por conta disso, adiar uma conversa pode ser prudente quando faltam privacidade, apoio ou segurança.
Portanto, a hipótese de evitação só ganha sentido depois que o risco foi examinado. Além disso, mesmo quando um padrão restritivo parece possível, a pergunta não é “por que a pessoa não enfrenta?”, mas “o que ela prevê, com quais evidências, e que proteção precisa existir para ampliar suas opções?”.
Da mesma forma, coragem não deve ser confundida com exposição obrigatória ao perigo.
Metas fictícias em Adler: alcançar a meta não prova a meta escondida
Nesses casos, alguém consegue a promoção e continua inseguro. Ainda assim, isso pode mostrar que a previsão afetiva era imprecisa, mas não prova a existência de uma finalidade secreta. Nesse sentido, o cargo talvez tenha trazido novas cobranças. Dessa forma, a remuneração pode ter perdido valor diante do custo de vida. Por outro lado, a pessoa pode ter se adaptado à conquista ou passado a comparar-se com outro grupo.
Por esse motivo, há várias explicações possíveis. Assim, a investigação precisa perguntar o que mudou, o que permaneceu, quais expectativas foram contrariadas e quais condições surgiram depois.
Diante disso, insatisfação posterior não autoriza uma interpretação retrospectiva única.
Metas fictícias em Adler: revisar uma meta não é fracassar
Mesmo assim, persistência costuma receber valor moral, enquanto mudança de direção parece desistência. Também, essa oposição é pobre. Consequentemente, uma pessoa pode abandonar um projeto ao descobrir que ele exige violência contra si ou contra outros. Em outras palavras, pode escolher uma meta menor para preservar saúde, cuidado ou vínculo. Portanto, pode ampliar a ambição depois de encontrar recursos.
Ao mesmo tempo, metas são revisáveis. Da mesma forma, alterá-las diante de novas informações pode expressar aprendizagem e autoria. Nesses casos, o critério não é permanecer igual, mas compreender melhor custos, valores, riscos e consequências.
Pesquisar metas fictícias em Adler não valida a teoria automaticamente
De todo modo, hoje existem estudos sobre planejamento, prospecção, expectativa, previsão afetiva e simulação de cenários. Por esse motivo, eles ajudam a investigar como pessoas representam possibilidades e tomam decisões.
Nesse ponto, esses campos não demonstram que a meta final fictícia de Adler exista como entidade mensurável, nem validam os constructos da PSL. Diante disso, fenômenos próximos podem nascer de teorias, métodos e definições diferentes.
Por essa razão, também não é necessário localizar a antecipação numa área cerebral para torná-la legítima. Mesmo assim, a precisão vem de definir o fenômeno, documentar condições e reconhecer limites, não de acrescentar uma imagem neurocientífica genérica. Ao mesmo tempo, a legitimidade das metas fictícias em Adler vem da definição clara do fenômeno, não de uma imagem cerebral.
Metas familiares e institucionais são aprendidas
Nessa direção, “Nossa família sempre vence”, “aqui ninguém demonstra fraqueza” ou “crescer significa liderar” podem circular por conversas, recompensas, punições, exemplos e distribuição de papéis. De todo modo, pessoas de uma mesma família ainda podem interpretar essas mensagens de modos diferentes.
Por conta disso, Gesto Orbitante Herdado é uma hipótese PSL sobre práticas transmitidas. Nesse ponto, não designa herança biológica de símbolos, memória ou finalidade. Por essa razão, para formulá-lo, é preciso documentar como a prática foi ensinada, reforçada, contestada e repetida entre contextos.
Além disso, uma regra compartilhada não prova uma meta interior idêntica em todos.
Vínculo situa promessas e consequências
Por isso, uma promessa feita por um amigo, uma ameaça da chefia e uma expectativa familiar não possuem o mesmo peso. Nessa direção, Vínculo ajuda a situar compromisso, dependência, poder, confiança e consequências de aproximação ou afastamento.
Ainda assim, o outro real também pode contrariar a previsão. Por conta disso, uma pessoa espera rejeição, faz um pedido e encontra negociação. Além disso, ou espera apoio e recebe silêncio. Por isso, essas respostas não apagam a história anterior, mas acrescentam dados capazes de revisar probabilidades e ampliar ou restringir alternativas.
Nesse sentido, Vínculo não causa a decisão e não confirma sozinho a finalidade atribuída. Por isso, as metas fictícias em Adler continuam sendo hipótese, não confirmação automática.
Campo Relacional não imagina nem decide
Dessa forma, Campo Relacional descreve participantes, posições, regras, recursos, assimetrias, respostas e consequências numa situação. Ainda assim, não é um agente oculto.
Por outro lado, por isso, não se diz que “o Campo exige sucesso”. Nesse sentido, pais podem comparar irmãos; uma escola pode premiar notas; uma empresa pode vincular bônus a metas; colegas podem ridicularizar dúvidas. Dessa forma, nomear os agentes permite localizar poder e responsabilidade.
Assim, o Campo ajuda a organizar a descrição. Por outro lado, pessoas e instituições agem dentro dela.
Gesto, GO e GF não são metas fictícias em Adler
Também, Gesto é uma resposta situada. Assim, Gesto Orbitante é hipótese de recorrência funcional. Também, Gesto Fundante é um constructo PSL submetido a critérios mais exigentes. Consequentemente, nenhum desses termos traduz a meta final fictícia de Adler.
Consequentemente, para formular um GO, objetivos parecidos não bastam. Em outras palavras, é preciso comparar situações, participantes, antecipações, Gestos, consequências, alternativas e exceções.
Em outras palavras, para um GF confirmado, o PIGF exige CR1, recorrência em pelo menos três domínios, mais ao menos dois critérios entre CR2, carga afetiva ou somática; CR3, impacto em 75% ou mais dos eventos críticos documentados; e CR4, persistência em dois ou mais períodos. Portanto, com apenas CR1, fala-se em padrão relacional recorrente, não em GF confirmado. Da mesma forma, esses critérios mostram que confirmar metas fictícias em Adler como Gesto Fundante exige mais do que recorrência isolada.
O Corpo informa sem revelar uma finalidade
Portanto, tensão antes de uma entrevista, aceleração diante de um prazo ou alívio depois de desistir são dados relevantes. Nesses casos, não identificam por si uma meta fictícia, um GO ou um GF.
Da mesma forma, dor, sono, alimentação, medicação, ambiente, condições clínicas, diferenças neuropsicológicas e ameaça real podem participar da experiência. Por esse motivo, o dado corporal ganha precisão quando é situado: o que aconteceu, que possibilidade foi antecipada, qual Gesto apareceu e o que se seguiu.
Nesses casos, o Corpo informa. Diante disso, a interpretação continua aberta.
Tempo, Vínculo e Fluxo fazem perguntas distintas
Por esse motivo, Tempo permite comparar o que foi previsto com o que ocorreu e acompanhar revisões entre episódios e períodos. Mesmo assim, Vínculo situa participantes, poder, dependência e consequências. Ao mesmo tempo, Fluxo descreve a disponibilidade de Gestos e a transição entre eles.
Diante disso, uma pessoa que apenas adia pode ampliar seu repertório para pedir prazo, buscar informação, negociar, testar uma etapa pequena ou recusar. De todo modo, essa ampliação não garante o resultado desejado e não confirma reorganização ampla. Nesse ponto, ela documenta mais possibilidades de resposta naquela situação.
Os Dois Registros evitam dois reducionismos
Mesmo assim, no Registro Fenomenológico-Simbólico, frases como “só estarei seguro quando chegar lá” expressam a experiência vivida. Por essa razão, podem ser exploradas por imagens, memórias, sentidos e contradições, sem se tornarem diagnóstico ou fato externo.
Ao mesmo tempo, no Registro Científico-Operacional, registram-se situação, participantes, previsão, probabilidade atribuída, Gesto, alternativa, consequência observada, discrepância, exceção e revisão. Nessa direção, o primeiro registro não é descartado por ser subjetivo. Por conta disso, o segundo não transforma observação em verdade total.
De todo modo, nenhum item isolado confirma meta fictícia, GO ou GF.
A relação terapêutica não decifra destinos
Nesse ponto, o Terapeuta Psicosistêmico pode perguntar o que a pessoa espera alcançar, evitar ou preservar. Além disso, também precisa investigar risco, poder, recursos, valores e explicações alternativas.
Por essa razão, sua interpretação deve ser apresentada como hipótese, em linguagem que o Portador possa contestar. Por isso, não cabe anunciar que uma finalidade oculta foi descoberta, usar discordância como confirmação ou conduzir a pessoa para uma meta escolhida pelo profissional.
Nessa direção, o trabalho pode apoiar escolhas mais informadas. Ainda assim, autoria inclui conservar, reformular ou abandonar um objetivo.
Limites da leitura PSL sobre metas fictícias em Adler
Por conta disso, metas, expectativas, Vínculo, GO e GF não explicam toda a personalidade, conforme LE1. Nesse sentido, a PSL não é abordagem primária para psicose ativa, dissociação grave, TEA ou outras condições que exigem avaliação própria, conforme LE2.
Além disso, condições materiais e estruturas sociais não podem ser convertidas em finalidade individual, conforme LE3. Dessa forma, também pode não haver GF dominante identificável, conforme LE4. Por outro lado, esses limites preservam a diferença entre uma hipótese fértil e uma explicação total.
Metas fictícias em Adler: antecipar sem obedecer a um destino
Por isso, o diálogo com Adler continua útil quando a meta é tratada como referência interpretativa e não como força vinda do futuro. Assim, pessoas imaginam resultados, atribuem probabilidades, fazem promessas, temem perdas e escolhem sob condições que nem sempre controlam.
Ainda assim, a PSL pode acompanhar como essas antecipações participam de Gestos concretos, quais respostas encontram e como se modificam com novos dados. Também, uma direção imaginada pode orientar o presente. Consequentemente, não precisa governá-lo, explicar tudo nem permanecer igual.
Referências
- ADLER, Alfred. The Neurotic Constitution: Outlines of a Comparative Individualistic Psychology and Psychotherapy. New York: Moffat, Yard and Company, 1917.
- ADLER, Alfred. The Science of Living. London: George Allen & Unwin, 1930.
- ADLER, Alfred. What Life Should Mean to You. London: George Allen & Unwin, 1932.
Nota editorial e clínica
Nesse sentido, este texto apresenta conceitos históricos e uma proposta de leitura PSL. Em outras palavras, não oferece diagnóstico nem substitui avaliação psicológica, psiquiátrica, médica, social ou jurídica quando necessária.
